quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

[Tempestade Cerebral] chuva.

Um reboot e eu desliguei o cooler. Não aguento mais. Infernal aquele barulho. Mas na realidade não adianta muito, porque tá chovendo muito lá fora. E amanhã de manhã provavelmente não vai estar chovendo, o tempo vai estar úmido e metade da cidade vai ter sido destruída como acontece em todas as chuvas.

Dizem que a chuva lava as coisas. Eu não acho, deixa na realidade tudo bem mais complicado. Prende você. Não te deixa sair pra fazer as coisas que você tem que fazer. Quando tudo que tem que ser feito não está sob o céu, não faz diferença. Mas normalmente você precisa cruzar locais sujeitos a chuva pra se deslocar.

E quando está bem no meiode uma tempestade, é impossível se mover pra qualquer local. E estar sob o céu quer dizer que você está com frio, molhado e sem perspectivas de retornar a um estado confortável. Eu lembro de estar pingando da ultima vez, era horrível.

Não, não queremos voltar a estar molhados. Por isso nos protegemos da chuva. E a chuva não vai nos deixar nos mover pra qualquer lado, porque pra isso precisariamos vencer essa inércia e essa preguiça que tomou conta de nós. De mim. Eu já gostei quando chovia, mas é porque normalmente me deixava mais relaxado, agora me deixa estressado. Eu sei que tudo vai ficar atrasado, molhado, muita coisa vai ser destruída. E eu não posso sair pra viver.

Covardia culpar a chuva pela situação que eu criei pra eu mesmo. Eu devia ternar mais. Se eu não estou conseguindo, é porque não tentei o suficiente. Parar de reclamar, quero ver isso dar certo. Vai ver a função desse depósito de lixo é só ser isso: reclamações empilhadas. Pra nada. Pra ninguém.

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[Tempestade Cerebral] preguiça.

O que eu devia falar? não importa, ninguém vai ler mesmo. Ótimo que ninguém leia, assim posso dizer o que quiser sem problemas de ser reprimido. Às vezes eu adoraria ficar longe de tudo e todos, mas a realidade é que eu já estou. Estou longe até da minha esposa.

Ah sim, eu me casei, mas nem fiz um post sobre isso.

Eu me afastei por causa dessa criatura que sonda a minha vida: a preguiça. Não fiz o suficiente, não dei atenção o suficiente pra meus alunos, não ouvi suas necessidades, não fui seguro o suficiente, fui chato e os reprovei por coisas à toa. Quando questionado sobre as coisas que deixei de fazer, eu grito, digo que não tenho tempo e que tudo tem tomado muito da minha vida.

É mentira. Sinto falta das coisas, mas eu não procuro nada que seja importante pra mim. Eu só fui ao santíssimo por esses dias porque a Ana Paula me pediu. E Ele disse que estava com saudades. Minhas orações já nem existem, justo no momento que eu mais preciso delas. Meu mestrado? Faz dias que eu nem abro o projeto do mestrado. O trabalho que eu tenho que fazer é sobre as aulas, e todos reclamam que elas estão cada vez piores. Eu ainda nem corrigi os trabalhos do terceiro ano, e já passei mais. E eu nem sei quem da noite que entregou ou não.

Sei que o ano que vem promete mais. Mas esse ano ainda tem tanta coisa pra fazer, e tão pouco tempo pra fazer tudo! Eu tenho que tirar férias do trabalho pra poder fazer mais trabalho. E no momento errado, porque quando eu puder fazer as coisas do mestrado meu orientador vai estar viajando. E então não vai haver um próximo ano porque quase tudo nele está baseado no fato de eu ter um título de mestre.

Ah sim, estou derivando. Péssimo isso. Como odeio ter limites. Eu queria saber até onde é limite e até onde é preguiça minha. A coisa que eu sinto que tem mais limites é o pensamento. Como eu odeio que meu pensamento fique indo a lugares que eu nem imagino e as coisas que realmente interessam ficam paradas, esperando a hora em que eu terei um pouco de disciplina pra continuar a faze-las.

Desligar o pensamento não tem como. Mas será que tem como discipliná-lo? Se continuar assim, eu não vou conseguir cuidar dela como ela merece, e ela vai me deixar antes de eu dizer "sinto muito amor"... Maldita preguiça.

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[Tempestade Cerebral] consequências.

Sei que cada ato tem sua consequencia. E mesmo atos simples como escrever desenfreadamente tem consequencias terríveis. Já posso vè-las se formando no horizonte, e tudo o que eu peço é que eu esteja lá pra enfrentá-las. Porque eu sei que essa dor de cabeça que não passa há dois meses tem que ir embora um dia.

Mas não. Não, não há dor de cabeça, eu estou bem. Eu estou feliz. Estou construindo a minha vida ao lado de quem eu amo. Que pena que eu mal tenho tempo de vê-la. Não, estou reclamando denovo, não posso fazer isso, eu estou feliz. Dizer isso pra si mesmo pode resolver uma parte dos problemas por enquanto.

O problema é que, como eu disse há pouco, dizer e acreditar que está tudo bem não gera post algum. E agora que, com as novas ferramentas eu descobri que não tem mesmo tráfego nesse site, não vou me preocupar com leitores fantasmas que existiriam aqui. Não há nenhum. Querem saber o resultado desses dias de monitoramento? [Com quem mesmo estou falando...] Enfim, os resultados são o que eu esperava já. Sou um vetor de distribuição de pirataria.

Eu falei há algum tempo numa tempestade cerebral que eu temia que todos os artistas que eu roubei pras imagens do blog viessem atrás de mim. E um deles veio, e com razão reivindicou o que era seu. Bem, depois disso eu passei a mudar o modelo de postagem, e agora clicar sobre a foto leva diretamente à fonte do trabalho. Mesmo assim, não resolve o problema ao que eu me referia.

Quando alguém chega a essa imbecilidade sem talento, em 60% dos casos vem procurando imagens pelo google. Eu devia ter como evitar isso, fazer com que o google simplesmente parasse de apontar pras imagens que têm aqui. Elas têm função puramente ilustrativa, só uma galeria de arte pra reforçar as idéias que estão no texto. Fazer tudo mais fácil de ler. As pessoas vêm, copiam, jogam por aí e nem sabem quem foi o autor. Tudo culpa minha.

Se bem que não adianta mesmo tornar a leitura mais amigável: Quem copia as imagens não se preocupa com o texto. A internet é uma grande armadilha pra leitores. É um campo fértil pra escritores, é verdade, mas ninguém para pra ler as coisas que estão escritas aqui. Eu não paro, os blogs que visito diariamente não têm textos longos. E quando tem algum post explicando algo, eu pulo e vou pra piada seguinte.

É, eu sirvo pra muita coisa, mas na internet minha principal função é ser um ladrão inconsequente. Eu devia parar com as bobagens e deixar só o texto, talvez o maldito google imagens parasse de apontar pra cá. Seria uma maneira de ficar mais anônimo.

Mas porque eu estou denovo escrevendo sobre o blog? Não é isso que eu queria falar!

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[Tempestade Cerebral] barulhos.

Ah, vai começar! Como uma grande corrida, como esse zumbido maldito no meu ouvido o dia todo. Eu não aguento mais trabalhar, todos insistem comigo e ninguém pensa na real situação. Ou talvez seja só meu ponto de vista. Sei que eu estou cansado, estou estressado, estou quase além dos limites do cansaço. As coisas que normalmente me faziam descansar agora me estressam, e as coisa que eu tinha como certas são agora torturas.

Eu falo de tudo isso que tá acontecendo. Tudo que eu não falei pro blog. Acho que não é mais importante ou talvez eu não tenha tempo, sei lá. Mas é fato que a importância desse espaço mudou pra mim. Longos períodos sem postagens, quisera eu, seriam falta de inspiração pura. Mas não, eles são simplesmente períodos em que eu não tenho nada de ruim pra desabafar. Uma coisa que eu não falei formalmente num post todo bonitinho, com marcadores e coisas do tipo é que esse blog na realidade serve pra mesma coisa que o jack disse no blog dele: Reclamar. Vou tentar por o link dessa postagem logo ali.

http://metaleignorante.blogspot.com/2009/11/sempre-me-perguntei-o-porque-as-pessoas.html

Eis o link. Não é legal reclamar pras pessoas, e nem sempre elas vão gostar disso. Eu sei porque eu odeio ouvir reclamações. E com todas essas coisas acontecendo eu tenho ouvido coisas demais, coisas que me irritam. Até mesmo algumas que me ofendem. A maldição é que eu sempre tenho o que dizer, mesmo que não seja adequado. Mesmo que um imbecil venha me xingar só porque faço meu trabalho e me considera medíocre, eu tenho que compreender a situação dele e ainda ser um bom cristão. Safado. Imbecil. Merecia que eu exercesse meu poder sobre ele. Mas não vou fazer isso, o poder não é meu. Ele foi dado a mim pra que eu ajudasse as pessoas, não pra que as oprimisse.

Sinto mais ou menos como esse zumbido que tem aqui e agora. É o cooler do processador, normalmente ele fica desligado porque faz muito barulho. Em dias de calor, porém, ele precisa ser ligado na velocidade máxima pra impedir que os transistores microcópicos fritem. Quando você fica ouvindo esse barulho o dia todo, a coisa fica bem irritante dentro da sua cabeça.

Acho que começou assim, antes. Tudo muito quase quieto, sem nem incomodar. Eu podia até ouvir a voz das pessoas. Agora, é um estrondo, terrível, absurdo, que me ensurdece e entra em cada neurônio da minha cabeça, me deixando absurdamente louco. Tão louco que eu não consigo ouvir a voz de ninguém, e eu tenho que gritar pra ser ouvido por mim mesmo. Adivinhem, eu não posso gritar, porque não é isso que uma pessoa decente faz.

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terça-feira, 24 de novembro de 2009

997 coisas que falta entender em você

Um dia terrível, dores horríveis e lascinantes, e você ainda mantém esse sorriso largo aberto. Eu fico apavorado, tentando correr atrás de prejuízos e vivo te enchendo com estresses desnecessários e absurdos. Coisas da minha cabeça.

E você, com essa paciência divina, sorri e diz que não merece que eu cuide tanto de você. Eu negligencio, eu não estou quando você precisa, eu sempre acabo por colocar meus pensamentos à frente dos seus. E você, sempre maravilhosa, sorri e diz o quanto eu te faço feliz...

Queria mesmo, mesmo poder cuidar de você metade do que você cuida de mim. Queria poder sorrir tanto quanto você mesmo quando a dor dentro de nós queima como o fogo do inferno. A sua luz é tanta que eu me ofusco só de olhar pra você. E mesmo que sejamos terrivelmente julgados, você sempre me convence que a verdade é mais forte.

E como você consegue fazer a verdade ser simples e maravilhosa? Ela sempre foi dolorosa e complicada pra mim. E como você consegue sorrir mesmo quando tudo começa a dar errado? Será que isso não te afeta?

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domingo, 22 de novembro de 2009

Capítulo 106 - O preço da paz

O que eu quero?

Lembro já ter escrito sobre isso certa vez. Meus planos pro futuro incluiam coisas modestas que eu não me julguei merecedor. Hoje, há muito mais do que realizações modestas e conquistamos muito. Não por mérito próprio, mas pela vigilância constante Dele.

Eu me lembro de pelo menos duas músicas do Megadeth nesse momento. A primeira, "A Tout le Monde" tem uma frase assim: "Quanto mais eu levava as coisas a sério, mais duras as regras ficavam. A segunda, "Peace Sells", mostra um estilo de vida despreocupado onde a citação que quero trazer diz: "Vende-se paz, mas quem está comprando?"

Ambas tem bastante a ver com o que sinto em relação aos fatos que vem ocorrendo. Em breve, tudo vai mudar drasticamente e não vou ser mais responsável somente pela minha própria vida, mas por uma casa onde será abrigada uma família. Estou levando as coisas a sério, e as regras estão mesmo mais difíceis. Ainda não sei se estou empolgado ou apavorado com isso. Talvez ambos.

Com as responsabilidades, vêm uma série de cronogramas apertados a cumprir. Ainda não tenho idéia se tais responsabilidades vêm sendo cumpridas de acordo; mas a hora de prestar contas está se aproximando. E eu sinto cada vez menos pronto, porque muito vai acontecendo além da nossa vontade.

"Comprar paz" significa o quanto você está disposto a abrir mão pra tê-la. Não dá pra pagar em dinheiro, exige muito mais que isso. Eu não estou pronto pra abrir mão da maioria das coisas, e pagar um preço parcial tem me concedido paz pela metade. Entendo que pra ter plenitude, tenho que ter solidez nos propósitos de seguir realmente a busca do caminho estreito, e parece que ainda prefiro pegar uns atalhos.

Na realidade, eu já estou vendo onde isso está terminando. É claro que eu não compreendo, mas todas as doenças tem a ver com sofrimento. A grande pergunta é: Será que o sofrimento foi trazido porque eu não paguei o suficiente pela paz? Será que podemos pagar mais? Se pagarmos mais, teremos mais vida?

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sábado, 21 de novembro de 2009

Prorrogação (citando)

Ao programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Estadual de Maringá

Eu, Fernando Ricardo dos Santos, aluno regular da área de concentração de análise ambiental, orientando do Prof. Dr. Edison Fortes, apresento esta carta com a intenção de obtenção de protelação do prazo para entrega da versão final da dissertação de Mestrado. Ingressei no programa em 2008 por processo seletivo. Tendo cumprido os créditos no mesmo ano, a maioria dos trabalhos de elaboração da dissertação aconteceram no ano de 2009.

O estudo que vem sendo desenvolvido junto ao programa tem por base a investigação geomorfológica na bacia hidrográfica do Bufadeira, localizada na cidade de Faxinal-PR. Cinco expedições de campo foram realizadas até a área, além de um intenso estudo em gabinete utilizando fotos aéreas e técnicas de Geomática. Tais experimentos permitiram a coleta de uma série de dados confiáveis, que se corretamente processados podem colaborar para o conhecimento científico em geomorfologia.

Uma parte dos dados já se encontra processada e interpretada, como foi apresentado no exame de qualificação. Os dados que ainda não foram processados necessitarão de um maior tempo até sua total compreensão e tabulação. Até então os passos foram cumpridos com um atraso tolerável, mas que pode comprometer a qualidade do trabalho final.

Tal atraso se justifica por razões profissionais e pessoais. No ano de 2009, fui convocado por meio de aprovação em concurso público para assumir a vaga de professor colaborador na Universidade Estadual de Maringá, na área de Geoprocessamento e Cartografia. Como já é de conhecimento dos colegas da instituição, os professores colaboradores têm uma carga horária de 16 horas aula por semana.

Pela realidade vivida no departamento no momento da minha contratação, a carga horária foi remanejada de modo a ser concentrada no segundo semestre. Deste modo, assumi 8 h/a semanais no primeiro semestre e 24 h/a semanais no segundo semestre. Tal sobrecarga de trabalho foi agravada pelos prazos do programa de mestrado, além da convergência de uma série de fatores pessoais.

No mês de fevereiro do presente ano, fui submetido a um procedimento cirúrgico extremamente invasivo ao qual precisei de seis meses completos para me recuperar. Deste modo, foi impossível ingressar em qualquer expedição de campo até julho. A última excursão foi realizada no mês de agosto, aproveitando o tempo de prevenção decretado pelo aparecimento da gripe A.

A sobrecarga profissional no segundo semestre do mesmo ano foi agravada por um fato de ordem pessoal, a organização da minha cerimônia de casamento. Tal evento realizar-se-á no dia 11 de dezembro. Com os gastos financeiros e de tempo demandados, precisei de um pouco mais de paciência do professor orientador, que foi completamente compreensivo e paciente até os limites.

O tempo demandado em dezembro pela protelação do calendário letivo fez-se necessário o adiamento da minha viagem de lua-de-mel, que seria realizada no dia 12 até o dia 15 de outubro. Para bom cumprimento das obrigações, viajarei agora a partir do dia 19 de dezembro.

Os motivos e justificativas principais para a concessão da prorrogação estão postos. Visto que ainda é necessário algum processamento de dados e a elaboração do texto final, pedimos ao programa um prazo de 30 (trinta) dias além do necessário para o bom aproveitamento das férias letivas para a elaboração final do texto e processamento de dados.

O orientador Prof. Dr. Edison Fortes concorda com o pedido e prontificou a ajudar nas férias como for necessário, aproveitando dos meios eletrônicos e também de reuniões constantes. Os 30 dias extras seriam extremamente produtivos. Além de não ter obrigações constantes com aulas, minha cerimônia de casamento já haverá sido realizada e estarei fixado em meu novo endereço.

Agradeço pela análise do pedido e estou à disposição para o esclarecimento de qualquer dúvida.

Prof. Fernando Santos

domingo, 15 de novembro de 2009

Diário de amor de um poeta desfalecido, assunto: Felicidade vezes 3

Dia 1096 - Eu a amo. E sei que ela merece o melhor neste dia. Não só porque é uma data comemorativa e porque há três corações brilhantes pendurados nas minhas orelhas. É porque eu nunca experimentei realmente viver sem tê-la por perto. Entendo que no começo não era assim, e já tentamos explicar porque ambos nos jogamos assim. Ela, sempre tão cética e eu, sempre tão dependente e torturado pelo passado. O fato é que aquela conversa que tivemos dura até hoje. Mas não somos mais contraste, já somos uma terceira cor. Ter uma família ao lado dela é mais do que ter felicidade, é como viver no céu bem aqui. E Ele, com a intercessão dele, nos deu tudo isso. E eu os amarei, minha família, para sempre. E peço vezes 3 pra que consiga também honrá-los. Amo vocês.

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Capítulo 105 - Falso testemunho


Sempre começam com sorrisos.

Estou bem cansado de sofrer porque alguém julga. Já disseram que eu não sou digno, que não sirvo, que sou um proliferador de armadilhas. Eu já cansei muito disso tudo, e hoje é um dia bem ruim pra acontecer tudo isso novamente. Como já foi dito antes, toda vez algo quer nos atingir, vem no mesmo lugar. E cada vez vem mais forte, porque é mais fácil atingir onde é mais fraco.

Como já foi dito antes, eu não tenho a possibilidade de desistir agora. Sei que tudo vai ficar bem mais difícil do que está agora, mas não dá pra continuar parado.

Digo isso porque de todos os lados vêm mentiras, que tem peso cada vez maior de verdade em relação às pessoas que deveriam estar junto a nós. Além disso, injúrias foram ditas em relação a nós, e agora somos a personificação de tudo que não é verdadeiro.

Estou certo de que concordar com uma injustiça é ser tão pecador quanto aquele que foi responsável por isso. Não importa se somos ou não obedientes, se o demônio que nos levou a cometer absurdos for acreditado, algo vai deixar de acontecer. Sempre alguém vai sofrer muito com isso.

Tudo aconteceu por causa de nossa irresponsabilidade de deixá-los cometer esses atos absurdos. Já temos aliados do nosso lado que ofereceram sua mão, e insistimos em continuar sozinhos e alienados. Sei que é extremamente doloroso quando pessoas que amamos nos apontam dedos, mas não dá pra ficar criando laços inúteis em tempos de guerra.

Se não for por nós, é contra nós. E já chega de perder pras linhas inimigas. Porque eu sei que Ele não descansou enquanto não teve a vitória final sobre a mentira. E Ele, que sabe do imposível, vai estar lá. Não pra apontar dedos, mas pra nos ajudar a acolher os feridos e amá-los.

"Você que habita ao amparo do Altíssimo, e vive à sombra do Onipotente,
diga a Javé: «Meu refúgio, minha fortaleza, meu Deus, eu confio em ti!»
Ele livrará você do laço do caçador, e da peste destruidora.
Ele o cobrirá com suas penas, e debaixo de suas asas você se refugiará. O braço dele é escudo e armadura.
Você não temerá o terror da noite, nem a flecha que voa de dia,
nem a epidemia que caminha nas trevas, nem a peste que devasta ao meio-dia.
Caiam mil ao seu lado e dez mil à sua direita, a você nada atingirá.
Basta que você olhe com seus próprios olhos, para ver o salário dos injustos,
porque você fez de Javé o seu refúgio e tomou o Altíssimo como defensor.
A desgraça jamais o atingirá, e praga nenhuma vai chegar à sua tenda,
pois ele ordenou aos seus anjos que guardem você em seus caminhos.
Eles o levarão nas mãos, para que seu pé não tropece numa pedra.
Você caminhará sobre cobras e víboras, e pisará leões e dragões.
«Eu o livrarei, porque a mim se apegou. Eu o protegerei, pois conhece o meu nome. Ele me invocará, e eu responderei.
Na angústia estarei com ele. Eu o livrarei e glorificarei.
Vou saciá-lo de longos dias e lhe farei ver a minha salvação». "

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Diário de amor de um poeta desfalecido, assunto: Deserto

Dia 1005 - Parece-nos agora que é irônico dizer "tribulação". Somos mais fortes agora, mas não o suficiente. Ainda que parecidos demais, carecemos das mesmas coisas, e estamos muito confusos e perdidos enquanto continuamos exilados. Mas as coisas continuam acontecendo, e agora notícias péssimas estão a caminho. E vem a galope. Quando elas chegarem, vamos estar prontos? Vamos aguardar que seja o que Deus quiser tendo esperança que tem algo muito maior reservado? Parecia bem difícil acreditar quando aconteceu tanta coisa maravilhosa na nossa vida. Mas agora estou menos cético. E parece que as graças pararam de ser derramadas a favor de tempos sombrios. Pelo menos sei que ficaremos juntos nessa, em breve... Pra sempre.

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